SEGURANÇA

PF combate esquema de contrabando de chumbo e resíduos plásticos; Gravataí está entre os alvos

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Retorno Paralelo para desarticular um grupo criminoso investigado por importar ilegalmente resíduos plásticos e sucatas de baterias estrangeiras pela fronteira do Rio Grande do Sul. Gravataí está entre os municípios que receberam mandados judiciais, o que dá conexão direta da investigação com a cidade.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Gravataí, Santana do Livramento, Quaraí, Tramandaí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Esteio. A operação também incluiu bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens móveis e imóveis e outras medidas cautelares determinadas pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre.

Durante a ofensiva, um homem foi preso em flagrante. Segundo a Polícia Federal, no local foram encontradas sucatas de baterias sem as autorizações ambientais e aduaneiras exigidas, além de uma arma de fogo e munições. Conforme reportagem do jornalista Humberto Trezzi, foram apreendidos ainda um caminhão e centenas de baterias armazenadas em empresas investigadas.

As investigações tiveram início em abril de 2025, após a apreensão em flagrante de um caminhão transportando resíduos plásticos e sucatas de baterias de origem estrangeira sem a documentação obrigatória emitida pelos órgãos competentes.

De acordo com a PF, as diligências apontaram que o grupo atuava de forma estruturada e contínua na importação irregular de sucatas pelas regiões de fronteira do Estado, especialmente por Santana do Livramento, na divisa com o Uruguai.

A investigação identificou uma movimentação financeira superior a R$ 92 milhões em um período inferior a dois anos.

Segundo reportagem de Humberto Trezzi, publicada no portal GZH, a sucata era revendida para empresas da Região Metropolitana que trabalham com metais recicláveis. O principal produto comercializado seria o chumbo, material utilizado na fabricação de baterias novas, blindagens contra radiação e ligas metálicas para soldagem.

Além dos possíveis prejuízos tributários, a Polícia Federal destaca os impactos ambientais provocados pela atividade investigada. O chumbo é considerado um metal altamente poluente e pode causar danos significativos ao meio ambiente e à saúde humana quando armazenado ou descartado de forma inadequada.

Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, manejo de produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana e ao meio ambiente, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Operação Retorno Paralelo segue em andamento e a Polícia Federal não descarta o aprofundamento das investigações para identificar outros envolvidos no esquema.

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