Futebol não é matemática, tampouco digere receita pronta. É preciso contexto, avaliar e repensar a estratégia a cada partida. Eis a necessidade intransferível do Grêmio de Luís Castro para a decisão contra o Mirassol nesta quarta-feira.
Nós mesmos elogiamos alguns pontos do sistema de três volantes contra o Fluminense dias atrás – e repetidos contra o Mirassol na partida de ida. Mas voltamos ao cerne da questão: é fundamental a leitura de cenário.
O momento, agora, requer ousadia, presença ofensiva, repertório de ataque! A começar pela presença de Gabriel Mec entre os titulares. Ainda mais depois da lesão de Tetê que, embora as oscilações, tem relativo poder de armação e ajuda a amenizar a ausência de um camisa 10 na equipe.
Outra postura esperada pelo Futebol Além do Resultado é a liberdade aos laterais Diego Caito/Pavón e Marlon, tendo Noriega como terceiro zagueiro na fase de construção.
Jogando em casa e precisando vencer, não tem escapatória: é preciso apostar no óbvio, na escalação racional, investir no equilíbrio, redesenhar o time.
A eliminação vexatória da semana passada para o Bolívar, em plena Arena, passou fundamentalmente por esse erro de avaliação da comissão técnica. Cometeriam a mesma barbeiragem contra o Mirassol???
É possível vencer de diversas maneiras, sem dúvida. Mas quando uma equipe impõe volume ofensivo, ocupa o campo adversário, apresenta repertório tático, por exemplo, as chances de vitória normalmente aumentam bastante, né? Se jogar bem, então…
A direção manteve Luís Castro. Agora, o mínimo que se espera é que o português também se ajude. O papel do treinador é justamente reduzir a influência do acaso no futebol. A começar pela leitura de cenário…






