Esta quarta-feira (16) foi marcada por emoção e solidariedade na Unidade de Coleta de Sangue de Gravataí. No dia em que Amanda de Souza Schussler completaria 9 anos, os pais e a avó da menina estiveram no serviço que leva o nome dela para fazer uma doação de sangue.
Amanda ficou conhecida em Gravataí e em outras cidades do Rio Grande do Sul durante a luta contra a leucemia. Durante o tratamento contra o câncer infantil, realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a menina também mobilizou campanhas para estimular doações de sangue, plaquetas e medula óssea.
Agora, a família decidiu transformar a data do aniversário em uma nova oportunidade de ajudar outras pessoas.
“A Amanda foi uma transformação para nós. É muito marcante podermos estar aqui doando sangue neste belo espaço que sempre levará o nome da nossa filha em diante. É a materialização de uma honraria que vai ficar eterna. Por isso, escolhemos viver essa data transformando amor em vida, doando sangue”, afirmou Everton Ilha, pai de Amanda.
Everton e a mãe de Amanda, Cristieni de Souza, fizeram a doação diretamente na unidade de Gravataí, sem precisar se deslocar para outro município.
O casal esteve acompanhado da filha e irmã de Amanda, Luna Ayun, de 3 anos, e da avó da menina, Carmen Porto Ilha.
Carmen, inclusive, tem uma relação especial com o serviço. Ela foi a primeira pessoa a doar sangue na Unidade de Coleta de Gravataí, em março deste ano.
Para Cristieni, participar da ação justamente no dia em que Amanda completaria 9 anos tornou o momento ainda mais significativo.
“É um grande presente de aniversário para ela, que ficará marcada para sempre na nossa vida. Quando soubemos que haveria ação no dia 16 de setembro, logo nos mobilizamos para vir aqui e poder doar sangue nesse dia”, contou a mãe.
Durante o tratamento contra a leucemia, Amanda mobilizou uma rede de solidariedade em torno da necessidade de doações.
As campanhas envolveram sangue, plaquetas e medula óssea, com ações realizadas principalmente em Porto Alegre, onde a menina era atendida no Hospital de Clínicas.
A história fez com que Amanda se tornasse um símbolo de solidariedade para muitas pessoas em Gravataí.
A unidade de coleta que atualmente leva o nome da menina fica na Rua Porto Seguro, 14, no bairro Cohab C, ao lado da UPA da 74.
Para a família, a homenagem representa uma forma de manter viva a memória de Amanda e, ao mesmo tempo, continuar estimulando um gesto que esteve presente na história da menina.
Atualmente, Everton e Cristieni mantêm um espaço terapêutico no bairro Sagrada Família, na parada 103.

Como doar sangue em Gravataí
A Unidade de Coleta de Sangue de Gravataí funciona em parceria com o Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs). O órgão também auxilia na capacitação das equipes, no suporte técnico e no transporte adequado das bolsas coletadas.
O atendimento para doação precisa ser agendado previamente.
O agendamento pode ser feito pelo serviço online da Prefeitura ou pelo WhatsApp (51) 3600-7450. É necessário informar nome completo, CPF e data de nascimento.
Ainda há previsão de ações de doação neste mês, nos dias 19 e 24 de setembro.
A história de Amanda, que mobilizou pessoas durante a luta contra a leucemia, ganhou nesta quarta-feira um novo capítulo. No dia em que completaria 9 anos, a família escolheu lembrar a menina não apenas pela saudade, mas também por um gesto que pode ajudar a salvar outras vidas.
SAIBA MAIS
Quem pode doar
Para doar sangue, é necessário:
- estar em boas condições de saúde;
- pesar pelo menos 50 kg;
- não estar em jejum e evitar alimentos gordurosos;
- ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas;
- não ter consumido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores;
- não fumar nas duas horas anteriores à doação.
O intervalo mínimo entre as doações é de 90 dias para mulheres, com limite de três doações por ano, e de 60 dias para homens, com limite de quatro doações anuais.
Impedimentos temporários
Entre as situações que podem impedir temporariamente a doação estão:
- gripe ou febre;
- gravidez ou amamentação de bebê com menos de 12 meses;
- até 90 dias após aborto ou parto normal e até 180 dias após cesariana;
- tatuagem ou acupuntura realizadas nos últimos seis meses;
- piercing ou colocação de brincos há menos de seis meses;
- piercing em cavidade oral ou genital até 12 meses após a retirada;
- exposição a situações de risco para HIV;
- herpes labial até sete dias após a cicatrização;
- endoscopia, colonoscopia ou outros procedimentos endoscópicos realizados há menos de seis meses.
Impedimentos definitivos
Entre as condições que impedem definitivamente a doação estão:
- doença de Chagas;
- hepatite após os 11 anos de idade;
- infecção pelos vírus HIV, HCV, HBV ou HTLV;
- uso de drogas injetáveis.






