Gravataí decidiu transformar memória em concreto, aço e asfalto. A maior obra viária da história do município agora carrega um nome que ajudou a moldar o perfil econômico, industrial e tecnológico da cidade. O governador Eduardo Leite sancionou, nesta segunda-feira (15), a lei que denomina Complexo Viário Joseph Elbling a intervenção em execução no acesso da ERS-118 à Avenida Centenário.
A proposta é de autoria do deputado estadual gravataiense Dimas Costa, o ‘embaixador de Leite em Gravataí’, que vem se consolidando como principal interlocutor do governo do Estado junto às grandes pautas estruturantes do município.
A sanção da lei — pela qual o governador garantiu a Dimas, ao lado do secretário da Fazenda Davi Severgnini, que representava o prefeito Luiz Zaffalon, o protagonismo de ‘batizar’ uma obra histórica de R$ 50 milhões — ocorre poucos dias após Leite anunciar, em vídeo ao lado do parlamentar, R$ 12 milhões para a duplicação da ERS-020, reforçando o peso político de Gravataí no mapa das prioridades estaduais; leia em “A 020 é uma luta tua”, diz Leite a Dimas ao destinar R$ 12 milhões para duplicação do trecho urbano em Gravataí — e os personagens da articulação.
Mais do que um gesto simbólico, o batismo da obra presta uma homenagem direta a um dos nomes mais influentes da história local. Joseph Elbling, canadense naturalizado brasileiro, nascido em 1927 e falecido em outubro de 2020, foi um dos responsáveis por transformar Gravataí em referência nacional em tecnologia e inovação.
Em 1977, Elbling fundou a Digicon, empresa que nasceu no município e ganhou o Brasil — e o mundo — com soluções em catracas eletrônicas, semáforos, sistemas de bilhetagem e estacionamento rotativo. Mais de uma década depois, em 1988, criou a Perto, ampliando ainda mais a presença da indústria gravataiense no setor de tecnologia de ponta, especialmente no desenvolvimento de terminais de autoatendimento.
Hoje, o Grupo Digicon reúne números que traduzem esse legado: são mais de 1.600 colaboradores no Rio Grande do Sul, cerca de 300 no restante do Brasil e aproximadamente 1.000 profissionais na Índia. A atuação do grupo ultrapassa fronteiras, com presença consolidada em países como Estados Unidos, Polônia, França, Holanda, Portugal, Argentina, Colômbia, Chile e México.
Mas o impacto de Joseph Elbling não se mede apenas em números. Visionário, comprometido com o desenvolvimento humano e social, ele ajudou a formar gerações de trabalhadores, técnicos, engenheiros e empreendedores. Seu nome passou a ser sinônimo de inovação, emprego e desenvolvimento sustentável.
– A denominação do Complexo Viário Joseph Elbling é um justo reconhecimento a um cidadão que marcou a história de Gravataí e ajudou a construir o perfil industrial e tecnológico da nossa cidade – destacou o deputado Dimas Costa, durante o ato.
– A conclusão do complexo viário, assim como ocorreu na duplicação da ERS-118, demonstra que Eduardo Leite é o governador que reconheceu Gravataí não apenas no discurso, mas na prática, por meio de investimentos concretos, obras estruturantes e resultados. É o reconhecimento do papel estratégico do município como a quarta maior economia e um dos principais motores do desenvolvimento do Rio Grande do Sul – concluiu.

Inauguração acontece ainda em dezembro
O Complexo Viário Joseph Elbling, localizado no acesso da ERS-118 à Avenida Centenário, deverá ser totalmente liberado nos próximos dias. A obra é considerada estratégica para a mobilidade urbana do município: vai desafogar o trânsito da região, garantir mais fluidez e segurança aos motoristas e melhorar o escoamento logístico entre bairros e rodovia, fortalecendo a integração de Gravataí com toda a Região Metropolitana.
Participaram da assinatura da lei o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella; Joseph Thomas Elbling, presidente da Perto e filho do homenageado; Peter Richard Elbling, presidente da Digicon e também filho de Joseph Elbling; além de José Luis Korman, membro do Conselho e diretor do Grupo Digicon.
Com a sanção do governador, o nome de Joseph Elbling passa a integrar oficialmente o mapa rodoviário do Rio Grande do Sul. Mais do que uma placa, trata-se de um marco: o reconhecimento de que o futuro de Gravataí passa, inevitavelmente, pela história de quem acreditou no potencial da cidade quando poucos ainda enxergavam.






