ADÃO GONÇALVES

Este câncer não me pertence

Estou muito feliz por meu câncer não ter me agredido tão violentamente. Estou até surpreso, pois ouvi muitas vezes relatos terríveis sobre o que a doença infringe aos pacientes, principalmente em relação ao tipo de tumor que me atingiu, um tumor maligno no cólon retal, estágio 3, tamanho 12cm de diâmetro, que me provocava sangramento interno e uma anemia grave, que teve que ser tratada com várias bolsas de sangue para aumentar o nível de 5 para o nível aceitável e poder fazer a cirurgia de retirada do tumor.

Confesso que sofri mais com o preparo para as três colonoscopias que tive que fazer, e que não ocorreram com sucesso. Imagine ficar 48 horas em jejum, na base de refeições pastosas e caldo, ao se aproximar na hora do exame. E imagine repetir este preparo duas vezes seguidas, totalizando 96 horas de jejum; e mesmo assim não limpou o intestino e precisou ser feita a cirurgia sem um resultado positivo de colonoscopia.

Este período pré-cirurgia foi de sofrimento. A fome e as reações do preparo foram os meus maiores sofrimentos.

Após a cirurgia, tudo melhorou, o tumor foi retirado, o sangramento parou, nível de glóbulos vermelhos ficaram em níveis aceitáveis e hoje, depois de 17 sessões de quimioterapia, estou me sentindo maravilhosamente bem.

Neste tempo de mais de 5 meses do pós-operatório não tive os sintomas terríveis que eu tinha informação de que possivelmente aconteceriam, tais como queda de cabelo, falta de apetite (o meu aumentou), enjoo ou tenho diarréia pouquíssimas vezes, febre é inexistente, apesar de algumas dores estomacais provenientes da retenção de gases. Mas são poucos e leves os efeitos colaterais.

Atualmente faço caminhadas diárias na base de 5 a 6km. em geral em pouco mais de 1hs.

Só tenho que agradecer a DEUS em primeiro lugar, por ter me livrado deste sofrimento até agora, e aos meus entes queridos, que estão me dando apoio desde o início de minha jornada pelo vale do sofrimento.

Também agradeço aos amigos, conhecidos e desconhecidos das redes sociais, que sempre me mandaram mensagens de carinho e apoio para luta que estou travando.

Agradeço, ainda, aos médicos e enfermeiras dedicadas que me acompanharam desde aqueles lá do início da minha luta: Dr. Carlos Alexandre, Dr. Rafael, Dr. Daniel, Doutoras Aline, Pauline, Marcela Ronchete, a minha querida amiga das redes sociais Dra. Andressa Peche Tochetto, cirurgião Dr. Delber e equipe cirúrgica e de enfermagem, todos da ala 3 do Gracinha (Hospital Nossa Senhora das Graças) e posteriormente a toda a equipe do Instituto Kaplan, que estão fazendo meu acompanhamento: Dr. Benson, Dra. Ângela e a querida equipe de enfermagem.

Graças a todas estas pessoas queridas, minha luta está sendo um sucesso.

GRATIDÃO!


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