SAUL TEIXEIRA

Inter x Fluminense: entre o tributo e as “pérolas” do Guerrinha

O Internacional de Eduardo Baptista é um eletrocardiograma, como diria o agora eterno Adroaldo Guerra Filho. O Colorado vence com méritos da comissão técnica em um jogo, mas sucumbe na rodada seguinte, muito em conta do treinador. “É preciso escalar os melhores, sempre”, como diria Guerrinha.

Na grande vitória do último domingo, por 3 a 0 contra o Botafogo de Tite, três acertos foram decisivos e se repetiram contra o Fluzão: a manutenção do goleiro Kauan Jesus, a presença de Matheus Bahia na camisa 6 e a volta de Bernabei para a segunda linha.

Carbonero, Carbonero, Carbonero!!! Mesmo longe de ser uma “Brastemp”, como diria o saudoso jornalista, o colombiano era a opção óbvia ao longo dos 51 minutos da etapa final. Menos para Eduardo Baptista. O treinador manteve o centroavante “tático” a partida inteira, mesmo que Alerrandro estivesse se esfarelando fisicamente. O camisa 9 perdeu um gol de cabeça inaceitável e chegou à marca de 20 jogos sem balançar as redes. “Não se cura câncer com aspirina”.

Mas, como a moeda sempre tem dois lados, outra expressão que é a cara do colunista homenageado, o time atual está consolidando novas diretrizes interessantes. A marcação alta e a “fome” para recuperar a posse de bola são os emblemas coletivos. Individualmente, Braian Aguirre, Matheus Bahia e Juninho têm sido as “boas” novidades.

A não expulsão de Renê, quando o jogo ainda estava 1 a 0 para o Inter, está entre os maiores absurdos do apito neste campeonato. Mas não esqueçamos do pênalti de Bernabei que foi sonegado pela arbitragem no Gre-Nal, né? A banca paga e recebe!

Para a próxima terça-feira, no Beira-Rio, o capitão Alan Patrick e Thiago Maia muito provavelmente serão desfalques por lesão. Villagra retorna naturalmente à camisa 5. E para amenizar a ausência do camisa 10, o Futebol Além do Resultado escalaria Vitinho + Carbonero na vaga de Alerrandro. “Não se vai para a guerra com uma escova de dente”.

De positivo no Maraca, as justas homenagens feitas pelo Internacional a Adroaldo Guerra Filho, que tantas vezes nos honrou com a leitura deste singelo espaço opinativo. Com feedbacks, concordâncias e alguns debates pelo celular. Descanse em paz, Mestre dos Mestres! “O pianista é no piano. O guitarrista é na guitarra”. E o Guerrinha, agora, é na eternidade! As lágrimas deixamos no Off.

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