SEGURANÇA

Mensagens com presídio, tele-entrega e conexão interestadual: operação mira tráfico de drogas e armas em Gravataí e Cachoeirinha

Uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas resultou na prisão de sete pessoas na quarta-feira (24) em municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre. A ofensiva teve como foco principal Gravataí e Cachoeirinha, cidades onde foram cumpridas ordens judiciais e realizadas apreensões de drogas, armas, veículos e dinheiro.

Batizada de Operação Nocaute, a ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (1ª DIN), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), sob a responsabilidade do delegado Ewerton de Melo Sousa.

Ao todo, os policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária nos municípios de Gravataí, Cachoeirinha e Alvorada. Além das sete prisões efetuadas até o momento, foram apreendidos diversos pés de maconha, porções de skunk, dois veículos, um revólver e cerca de R$ 16 mil em dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, uma das investigações teve início após informações apontarem que um apartamento em Viamão estaria sendo utilizado como depósito de drogas e armamentos.

Durante as diligências, os agentes localizaram no imóvel um homem que acabou preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo.

Nas buscas foram apreendidos um revólver calibre .357 Magnum, uma pistola calibre .40, munições, carregadores, um artefato explosivo lacrimogêneo, além de celulares, aproximadamente 100 gramas de maconha, substâncias utilizadas na preparação de cocaína, balança de precisão, materiais para embalagem de drogas e um veículo Chevrolet Onix.

A partir da análise dos celulares apreendidos, autorizada judicialmente, os investigadores identificaram contatos frequentes entre o suspeito e um fornecedor localizado em Santa Catarina.

As conversas analisadas apontaram negociações envolvendo diferentes tipos de entorpecentes, incluindo flores de maconha, skunk, produtos derivados de THC e outras substâncias ilícitas.

De acordo com a investigação, as mensagens também revelaram a existência de comunicação entre um dos investigados e uma pessoa que cumpre pena no sistema prisional.

Os policiais encontraram ainda indícios de movimentações financeiras realizadas por meios eletrônicos e suspeitas de utilização irregular de aparelho celular dentro de estabelecimento prisional.

As informações passaram a reforçar a hipótese de que o grupo possuía uma estrutura organizada para aquisição, distribuição e comercialização de drogas na Região Metropolitana.

O esquema de tele-entrega

Em uma segunda frente investigativa, o Denarc chegou a um endereço em Gravataí após o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

No local, os policiais encontraram drogas consideradas de alto valor agregado, entre elas maconha do tipo camarão e haxixe.

A partir da extração dos dados dos celulares apreendidos, os investigadores identificaram a existência de um sistema de tele-entrega de entorpecentes.

Segundo a Polícia Civil, a estrutura criminosa contava com pelo menos dois entregadores responsáveis pelas distribuições, um núcleo encarregado do gerenciamento das drogas e um articulador apontado como responsável pela coordenação das atividades do grupo.

Conforme o Denarc, a Operação Nocaute faz parte da estratégia da Polícia Civil de ampliar o combate ao tráfico de drogas em áreas impactadas pela criminalidade organizada.

Além da prisão dos suspeitos, a investigação busca enfraquecer financeiramente as organizações criminosas e responsabilizar criminalmente seus integrantes e lideranças.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a origem dos entorpecentes e das armas comercializadas pelo grupo.

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