SAÚDE

Mutirão inédito em Canoas vai zerar espera de pacientes por cirurgias de catarata

Teve início na quarta-feira (6), no Hospital Universitário de Canoas, um mutirão oftalmológico que deve beneficiar mais de 2 mil pacientes de Canoas e de outras cidades do Rio Grande do Sul. A ação concentra consultas, triagens e cirurgias de catarata para pessoas que aguardavam atendimento há meses — em alguns casos, há anos.

O mutirão é realizado por meio do programa federal Agora Tem Especialista, em parceria entre o governo federal, a Prefeitura de Canoas e o Hospital Universitário.

Os atendimentos são voltados prioritariamente para pacientes com mais de 60 anos, especialmente aqueles com maior tempo de espera e necessidade clínica mais urgente. Nesta primeira etapa, entre quarta-feira (6) e sábado (9), estão sendo feitas consultas e triagens para definição dos procedimentos.

Já entre os dias 11 e 13 de maio, a previsão é realizar cerca de 700 cirurgias de catarata. Os pacientes terão acompanhamento imediato após os procedimentos, com revisões marcadas para os dias 12, 13 e 14, além de novas consultas garantidas um mês depois das cirurgias.

Ao todo, 62 profissionais atuam diretamente na operação, entre médicos oftalmologistas, anestesistas, equipes assistenciais e funcionários de apoio.

O prefeito de Canoas, Airton Souza, classificou a iniciativa como inédita no município.

“É algo inédito o que está sendo feito aqui no Hospital Universitário. É fruto de muito trabalho, muita mobilização, de correr atrás para a Prefeitura poder tirar esses pacientes da fila e deixar as pessoas mais felizes. Estamos fazendo acontecer”, afirmou.

A superintendente do Hospital Universitário, Tatiani Pacheco, destacou que a mobilização ultrapassa os limites do município e atende pacientes de diferentes regiões do Estado.

“É uma ação em prol do Rio Grande do Sul”, disse. “Estamos recebendo os pacientes com muita alegria, a adesão tem sido muito boa. A gente percebe a alegria dos pacientes em poder finalmente ter estes atendimentos.”

Entre os pacientes atendidos nesta quarta-feira estava a aposentada Mariza Regina da Silva Santana, de 71 anos, moradora do bairro Guajuviras. Ela aguardava há mais de um ano pelo atendimento.

“Minha vista já está meio embaralhada, meio fraquinha. Fui chamada no sábado e hoje já estou aqui para o atendimento”, contou.

A expectativa da organização é acelerar a redução da fila por consultas e cirurgias oftalmológicas na região, principalmente nos casos de catarata, doença que afeta principalmente idosos e pode levar à perda gradual da visão quando não tratada.

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