Ensinar crianças a reconhecer situações de violência, conhecer seus direitos e ajudar a construir ambientes escolares mais seguros. Esse foi o objetivo do projeto “Pequenos Advogados por um Dia”, desenvolvido ao longo de 2026 em nove escolas de Gravataí. A iniciativa, promovida pela OAB Gravataí em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SMED) e o CRAS Manoel Barbosa, envolveu estudantes de 8 a 12 anos em atividades de conscientização sobre bullying, cyberbullying e diferentes formas de violência.
O encerramento ocorreu em 8 de outubro, durante uma cerimônia de premiação e diplomação na Casa da Advocacia. Na ocasião, crianças que participaram do projeto receberam certificados, e os vencedores de um concurso cultural foram reconhecidos com o título honorário de “Advogado(a) Mirim 2026”.
“Quando uma criança compreende os seus direitos, toda a sociedade se fortalece contra a injustiça”, destacou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Gravataí, Dr. Allan Pierre Rodrigues, que participou da organização do evento junto à Diretoria e à Comissão da Criança e Adolescente.
As atividades foram realizadas por meio do programa OAB vai à Escola, com a participação de advogados voluntários. Mais do que apresentar às crianças o papel da advocacia, os encontros trataram do enfrentamento ao bullying e ao cyberbullying, além de situações de violência doméstica, física, psicológica e sexual.
A proposta foi orientar os estudantes sobre a importância do diálogo, da empatia e do respeito às diferenças, mas também mostrar como procurar ajuda e denunciar situações de violência.
Segundo a organização, a iniciativa buscou incentivar o protagonismo infantojuvenil, mostrando que crianças e adolescentes podem contribuir para interromper ciclos de agressão e transformar a realidade da comunidade escolar.
A partir das atividades nas escolas, foi criado o concurso cultural “OAB Amigo da Escola”. A proposta permitiu que os estudantes expressassem suas percepções sobre justiça, respeito e proteção por meio de desenhos e redações.
Alunos do 4º e do 5º ano participaram com desenhos. Já os estudantes do 6º e do 7º ano produziram redações manuscritas a partir do desafio:
“Imagine que você foi escolhido para ser Pequeno Advogado da Paz por um dia. Escreva como ajudaria uma criança que está sofrendo violência e quais atitudes proporia para tornar sua escola mais segura e acolhedora.”
Os trabalhos foram orientados por quatro temas: Pequenos advogados, grandes atitudes; Respeitar as diferenças é fazer justiça; Como um Pequeno Advogado da Paz ajudaria um colega?; e Respeitar as diferenças deixa a escola mais bonita.
Após o processo de seleção, 80 crianças semifinalistas, de diferentes escolas, foram recebidas na sede da OAB Gravataí para a etapa final. Os trabalhos vencedores receberam os reconhecimentos de Grande Campeão e Destaque OAB.
Crianças conheceram a estrutura da Justiça
A programação também proporcionou aos estudantes contato com o funcionamento do sistema de Justiça e com órgãos que integram a rede de proteção. As crianças participaram ainda de um passeio pedagógico pelo Centro de Gravataí, com visita à Casa da Advocacia.
A Prefeitura de Gravataí apoiou a iniciativa com transporte e estrutura logística para a participação dos estudantes.
Durante a solenidade de encerramento, as crianças subiram à tribuna para compartilhar os aprendizados. Todos os participantes receberam certificados oficiais. Os vencedores também ganharam livros e placas de reconhecimento, além do título honorário de “Advogado(a) Mirim 2026”.
A homenagem destacou a advocacia como instrumento de defesa da cidadania, da liberdade, da igualdade e da dignidade humana.
O projeto mobilizou as comunidades escolares das seguintes instituições: EMEF Antônio Aires de Almeida; EMEF Breno Jardim Garcia; EEEM São Paulo; EMEF Santa Cecília; EMEF Mariante Soares Pacheco; EMEF Farroupilha; EMEF Cecília Meireles; EMEF Suely Silveira Soares; e EMEF Cívico-Militar Murialdo.
A organização avalia que a experiência foi positiva e pretende ampliar o alcance da iniciativa em 2027, com a intenção de levar o projeto a toda a rede municipal de ensino.
A proposta é reforçar, desde a infância, a importância do respeito, da proteção dos direitos e da busca por ajuda diante de situações de violência.






