Parlamentar pelo Rio construiu candidatura para disputar espaço com 'centrão'. Janot quer investigá-lo
Contra o aborto, o regime de partilha do pré-sal, a legalização da maconha e o aumento de impostos, o parlamentar pelo Rio, Rodrigo Maia (DEM), era visto nos bastidores como o mais sintonizado com os ideais do presidente interino Michel Temer, ainda que não fosse seu favorito desde o início para o posto. Para o Planalto, a vitória coloca um nome confiável para se ter na cadeira que decide quais projetos vão à votação no Congresso do país.
O filho do ex-prefeito do Rio César Maia chegou a ser cotado para atuar como líder do Governo neste ano, assim que Temer assumiu a presidência. Mas acabou perdendo a posição para André Moura (PSC), um candidato apoiado pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), bastante ligado a Temer. Na eleição para a presidência da Casa, entretanto, o candidato de Cunha, Rogério Rosso (PSD) era um visto como mais instável para o Governo, já que era mais susceptível às pressões do grupo que o apoiou, o chamado centrão, segundo o analista político Antônio Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Os candidatos deste grupo, liderados pelo ex-presidente da Câmara, costumam direcionar seus apoios de acordo com seus próprios interesses e são vistos, muitas vezes, como chantagistas.
O Seguinte: recomenda a leitura na íntegra da reportagem publicada pelo El País. Clique aqui