SEGURANÇA

Como Operação Linha Oculta apreendeu R$ 800 mil em cabos de concessionárias em Cachoeirinha

Uma operação da Polícia Civil apreendeu mais de 13 toneladas de cabos de cobre e alumínio e prendeu dois homens suspeitos de envolvimento em um esquema de receptação de materiais pertencentes a concessionárias de serviços públicos. A ação, realizada na terça-feira (3), teve diligências em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, além de Campo Bom e Capão da Canoa.

Batizada de Operação Linha Oculta, a ofensiva cumpriu 10 mandados de busca e apreensão. Os dois presos são investigados por receptação qualificada de bens de uso exclusivo de concessionárias de serviços públicos e posse irregular de arma de fogo.

De acordo com a Polícia Civil, foram apreendidos 13.086 quilos de cabos de cobre e alumínio utilizados na infraestrutura das redes de transmissão de energia elétrica e de telecomunicações. O material representa um retorno financeiro estimado em R$ 800 mil para as empresas concessionárias.

A operação também resultou na apreensão de um caminhão que, segundo os investigadores, era utilizado na logística do esquema de receptação.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram uma arma de fogo calibre .380, 32 munições do mesmo calibre e um carregador de pistola 9 milímetros.

Também foram recolhidos: Cinco aparelhos celulares dos investigados; R$ 11.154 em dinheiro; Um caminhão utilizado na logística da receptação; Vestuários com identificações de operadoras de serviços; e Um equipamento DVR, utilizado para gravação de imagens.

Os dois homens foram encaminhados a estabelecimentos prisionais, onde permaneceram à disposição da Justiça para os procedimentos legais, incluindo audiência de custódia.

Investigação apura cadeia de receptação de cabos

A Operação Linha Oculta foi coordenada pela delegada Fernanda Amorim, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio das Concessionárias e dos Serviços Delegados, vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Segundo a Polícia Civil, a investigação busca desarticular estruturas criminosas envolvidas em furtos, receptação qualificada e associação criminosa nas regiões Metropolitana e Litorânea do Rio Grande do Sul.

Os investigadores apuram a atuação de diferentes pessoas na cadeia criminosa, desde a obtenção dos materiais até a comercialização ilegal dos cabos.

A corporação considera a apreensão expressiva pelo volume de material recuperado e pelo prejuízo que o furto de cabos provoca na prestação de serviços essenciais, como energia elétrica e telecomunicações.

As investigações continuam. Os celulares e demais equipamentos eletrônicos apreendidos passarão por perícias para aprofundar a apuração e identificar possíveis outros envolvidos no esquema.

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