Uma comitiva da Escola Estadual de Ensino Médio Frei Velloso, em Gravataí, denunciou na terça-feira (5) o atraso na reforma do prédio da instituição, atingido por um incêndio em dezembro de 2024. O relato foi feito durante reunião da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
A presidente do colegiado, deputada Patrícia Alba (MDB), afirmou que vai reforçar a cobrança junto às secretarias estaduais de Educação e de Obras Públicas do governo Eduardo Leite (PSD), além do vice-governador Gabriel Souza (MDB), para acelerar as intervenções na escola, que atende também turmas de inclusão.
Segundo a comunidade escolar, o incêndio ocorreu em 3 de dezembro de 2024, mas a retirada dos escombros levou cerca de oito meses. Integrante do Conselho de Pais, Clarissa Rodrigues relatou que, além da demora na limpeza da área, o material didático perdido no incêndio ainda não foi reposto.
Ela também apontou outros problemas estruturais. “O esgoto estourou em outubro do ano passado e nada foi feito. A situação dos banheiros é precária, colocando em risco alunos e servidores”, afirmou.
A escola atende estudantes de diferentes regiões, incluindo o distrito da Costa do Ipiranga — com localidades como Morro Agudo, Santa Tecla e Miraflores —, além do distrito do Itacolomi e alunos de municípios vizinhos, como Cachoeirinha e São Leopoldo.
Voluntária e também integrante do Conselho de Pais, Cristiane Duarte disse temer pelo futuro da instituição, que tem 75 anos de história. “Se nada for feito, nossa escola será interditada por causa das condições dos banheiros”, alertou.
Ela lembrou ainda que, em reunião realizada no ano passado, a secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira, teria anunciado a construção de duas salas até agosto de 2025 — prazo que não foi cumprido.
O que diz o governo
Em ofício enviado à Comissão de Educação, a Secretaria de Obras Públicas informou que já elaborou um projeto para reconstrução do prédio, utilizando módulos “off-site” — estruturas pré-fabricadas que são montadas no local.
De acordo com a pasta, a obra será executada por meio de ata de registro de preços, mecanismo que permite acionar empresas previamente habilitadas, com o objetivo de dar mais agilidade ao processo.
A secretaria informou ainda que a empresa responsável já realizou vistoria na escola e está dimensionando os módulos necessários. A previsão é que os trabalhos comecem em até 90 dias, após a assinatura do contrato e a conclusão de trâmites administrativos.
A conclusão da obra está estimada para o segundo semestre deste ano.






