O deputado federal e ex-ministro da Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT), dobrou a aposta no embate com a oposição e divulgou um documento detalhado sobre a situação das obras de infraestrutura financiadas pelo governo federal no estado. A reação ocorre após adversários políticos classificarem como “fake news” o anúncio da recuperação de mais de 800 pontes atingidas pelas cheias de 2024. Reputo que, assim, consagram-no.
Segundo balanço atualizado pela Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SERS), o total de estruturas com obras concluídas, em execução ou aprovadas chega a 836 pontes em todas as regiões gaúchas. Nos últimos dois anos, os aportes federais somaram R$ 449,8 milhões apenas via Defesa Civil, além dos investimentos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Diante dos questionamentos durante a pré-campanha eleitoral para senador, Pimenta afirmou que responde às críticas apresentando comprovantes de empenho, liberação e execução dos recursos, que passam pelas contas do governo estadual e das prefeituras. O levantamento detalha o impacto dos investimentos e das obras de recuperação promovidos pela União no estado.
Foram atendidas 836 estruturas de pontes, entre obras já concluídas, em execução ou com projetos aprovados e empenhados. Apenas por meio da Defesa Civil, o investimento direto destinado aos municípios e ao governo estadual para a recuperação dessas pontes soma R$ 449,8 milhões (sem contar os aportes via DNIT).
O volume total de recursos federais aprovados e mobilizados para o socorro e a reconstrução do Rio Grande do Sul ultrapassa a marca de R$ 110 bilhões.
O programa habitacional soma 25 mil unidades, das quais 13 mil pessoas já estão morando em suas novas casas e outras 12 mil moradias estão em fase de construção.
No atendimento direto à população, 430 mil famílias receberam as parcelas do Auxílio Emergencial. No setor produtivo, mais de 80 mil empresas foram contempladas com linhas de crédito subsidiado para garantir a continuidade dos negócios e empregos.
O ex-ministro criticou o tom adotado por candidatos que questionam os números do socorro federal e afirmou que a estratégia de desgaste eleitoral contrasta com o trabalho técnico de liberação de verbas.
– Espalharam que as 800 pontes são uma fake news. Fomos contar: são 836. Alguns candidatos nesta eleição querem queimar pontes. Eu não, eu sempre fui um construtor de pontes – disse.
Perfil articulador e diálogo com opositores
A postura de Pimenta ao responder com documentos e planilhas reflete uma marca de sua trajetória política no Rio Grande do Sul: a de articulador institucional junto a prefeituras de diferentes lados da ferradura ideológica.
Durante o período crítico da reconstrução e em agendas recentes pelo interior do estado, o líder governista manteve pontes abertas com gestores de oposição. Um dos exemplos emblemáticos foi a parceria com a prefeitura de Canoas — comandada por Airton Souza (PL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e do candidato ao Palácio Piratini Luciano Zucco — para a destinação de verbas federais para diques e o aporte permanente de R$ 150 milhões anuais ao Hospital Universitário.
Da mesma forma, em passagens pela Região Metropolitana, Pimenta articulou a confirmação de R$ 39 milhões do programa Periferia Viva para a urbanização do bairro Nova Conquista, em Gravataí, que é governada por Luiz Zaffalon (PSD), aliados do governador Eduardo Leite (PSD), além de apoiar a criação de frentes regionais de saúde e a defesa da indústria automotiva local.
– Desde os primeiros dias, o presidente Lula assumiu o compromisso de não deixar nenhum município para trás – conclui o deputado, que lembra que o avanço das obras de infraestrutura integra o Plano Rio Grande em parceria com o estado e os municípios.






