Gravataí confirmou, neste ano, quatro casos de dengue entre 120 notificações registradas no município. Do total, 83 ocorrências foram descartadas e outras 33 seguem em investigação epidemiológica.
Apesar do número considerado baixo até o momento, a Vigilância em Saúde alerta que o período mais crítico da doença ainda está em curso. No Rio Grande do Sul, o pico da dengue costuma ocorrer entre outubro e maio, com maior incidência justamente em abril.
Diante desse cenário, a prefeitura mantém ações contínuas de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, além de investir em capacitações, palestras e orientações à população.
Segundo o responsável técnico pelo Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) no município, o aparente controle da situação pode levar a um relaxamento nos cuidados — o que representa risco.
“A situação aparentemente estável faz com que, muitas vezes, a população relaxe nos cuidados de prevenção. De cada cinco criadouros do mosquito, quatro estão localizados em ambientes domésticos”, explica o biólogo Róbinson Martins Korschner.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Viemsa), Amanda Dipp, destaca que a preparação das equipes é fundamental para enfrentar possíveis aumentos de casos.
“As rotinas de capacitação são essenciais para reduzir a incidência das doenças, evitar óbitos e preparar os profissionais para períodos de maior circulação do vírus”, afirma.
Estratégias de combate ao mosquito
Para monitorar e conter a proliferação do Aedes aegypti, Gravataí utiliza diferentes metodologias:
1. Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa): mede o nível de infestação do mosquito na cidade;
2. Ovitrampas: armadilhas que identificam a presença do mosquito por meio da coleta de ovos;
3. Levantamento de Índices + Tratamento (Li+T): identifica focos e elimina criadouros com aplicação de larvicidas;
4. Nebulização espacial (fumacê): combate mosquitos adultos em áreas específicas, principalmente em surtos;
5. Monitoramento de Pontos Estratégicos: fiscalização quinzenal de locais com maior risco, como cemitérios e borracharias;
6. Pesquisa Vetorial Especial (PVE): inspeção em imóveis próximos a casos suspeitos para bloquear a transmissão.
A orientação das autoridades de saúde é que a população mantenha cuidados simples no dia a dia, como evitar água parada em recipientes, limpar calhas e manter caixas d’água vedadas — medidas consideradas essenciais para impedir a proliferação do mosquito.






