RAFAEL MARTINELLI

PT repudia suposta agressão do prefeito Cristian e relembra episódios passados de violência; A ‘Pobre Cachoeirinha!’ e o faxineiro que caiu para dentro

Cristiano Kingeski e David Almansa

O PT de Cachoeirinha divulgou nota de repúdio às supostas agressões do prefeito Cristian Wasem (MDB) e do secretário de Infraestrutura Cleo Pereira a Cristiano Kingeski, ex-vice-prefeito de Gravataí que é chefe de gabinete do vereador David Almansa (PT), no show de Alexandre Pires, em Cachoeirinha, domingo.

Revelei a polêmica com exclusividade no Seguinte: nesta segunda-feira, em Vereador Almansa acusa prefeito Cristian e secretário Cleo de agredir seu chefe de gabinete Cristiano Kingeski em camarote de show de Alexandre Pires em Cachoeirinha; Da Marielle ao guarda da esquina e Prefeito Cristian divulga nota sobre denúncia de que agrediu assessor do vereador Almansa no show de Alexandre Pires em Cachoeirinha: “Importunação” em “aparente estado de embriaguez”, acusa; Desarmando o guarda da esquina.

Siga na íntegra.

“(…)

Viemos por meio desta nota pública, repudiar a postura violenta do prefeito Cristian Wasem, em evento realizado no último domingo, 9 de julho, à noite, no Distrito Industrial da cidade. O vereador Almansa e seu chefe de gabinete e filiado do Partido dos Trabalhadores, Cristiano Kingeski, foram convidados para um camarote, onde também estavam o prefeito Cristian Wasem, o secretário de infraestrutura Cleo Pereira e o secretário de mobilidade Emerson Santos. De forma inesperada, o prefeito, com o auxílio do secretário de infraestrutura, passou a agredir o assessor do vereador Almansa, com socos e empurrões, iniciando um tumulto. A confusão só não foi maior graças a convidados que ali estavam e que fizeram a proteção do vereador e de seu assessor, que conseguiram deixar o local. Neste momento, ambos ainda foram ameaçados verbalmente, na intenção de intimidar a atuação do mandato do vereador Almansa.

Importante registrar que essa não é a primeira vez que o próprio prefeito age de forma violenta contra adversários políticos. No ano passado, já havia agredido e coagido o vereador durante fiscalização do parlamentar a uma ação da prefeitura em um bairro da cidade, segurando-o pelo braço e o conduzindo até o meio da rua para tentar fazer com que o mesmo cessasse as denúncias. Também em 2022, na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal, pós-eleições suplementares, a assessoria do vereador Almansa e o próprio parlamentar foram vítimas de agressões e ameaças de apoiadores do prefeito.

É inaceitável que o prefeito da cidade, Cristian Wasem, não aceite o debate político de forma respeitosa e democrática, inclusive se ausentando dos espaços de discussão e decisão para os quais é convidado pela oposição, e, muito menos, que reaja com violência ao deparar-se com seus opositores, até mesmo em seus momentos privados.

O Partido dos Trabalhadores repudia o clima de violência política orquestrado por integrantes do governo e o próprio prefeito Cristian Wasem. O vereador Almansa está levando o caso à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS e o caso também será levado a esferas nacionais, para que monitorem a situação de violência política em Cachoeirinha. Nosso filiado já registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo delito, que comprovou as agressões. Um inquérito será aberto.

Não aceitaremos violência e ameaças contra nossos filiados, militantes e parlamentares.

(…)”

Sigo eu.

Resta concluir como no segundo artigo de ontem: é mais um dos Grandes Lances dos Piores Momentos da ‘Pobre Cachoeirinha!’, sempre confusa entre o noticiário político e policial.

Ao fim, o acusa-acusa-e-pede-fim-da-violência-e-vice-versa protagonizando desde ontem por governo e oposição me lembra um verbete do Millôr, ‘Vergonha’: “Finalmente uma reação. Um faxineiro de um órgão do governo, envergonhado com a roubalheira que assiste todos os dias, se atirou pela janela do edifício. Porém, coerentemente com o local, teve a preocupação de se atirar do primeiro andar. E para dentro. Mas já é um princípio”.

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