RAFAEL MARTINELLI

Vereador mais próximo ao prefeito Zaffa também pede Comissão de Ética para Fernando Deadpool; A Câmara ‘Pelada Em Gravataí’

Vereador Dila com o prefeito Luiz Zaffalon, em foto de arquivo

Fiz o alerta em Fernando Deadpool está ‘suicidando’ seu mandato em Gravataí; O senhor é vereador, não é Presidente da República para gastar ou não com cartão corporativo!. Documento ao qual o Seguinte: teve acesso agora comprova que mais uma denúncia foi apresentada à Comissão de Ética da Câmara de Gravataí sobre a atuação do parlamentar de primeiro mandato.

Reproduzo os questionamentos feitos à Presidência da Câmara, no Memorando 71/2023, de 13 de janeiro, pelo vereador Dilamar Soares (PDT) – hoje o vereador mais próximo ao prefeito Luiz Zaffalon (MDB).

“(…)

Excelentíssimo Senhor Presidente Alison Silva, este vereador que subscreve vem à presença de Vossa Excelência, no uso das minhas atribuições legais, solicitar esclarecimentos:

a. Se esta câmara municipal dispõe de vale combustível, ou carro oficial para uso dos parlamentares?

b. Se a partir do ano de 2017 algum vereador solicitou viagens oficiais ou uso de diárias e hospedagens as custas deste parlamento?

c. Se esta casa legislativa fornece aos seus vereadores algum tipo de vale alimentação?

Esses esclarecimentos se devem à publicação do parlamentar Fernando Deadpool realizada em sua rede social na data de 12 de janeiro de 2023, na qual deixa a entender que os parlamentares deste município utilizam de tais benefícios, por fim além de insinuar que existe um “sistema” nesta Câmara Municipal, neste sentido peço que sejam tomadas as devidas providências cabíveis ao caso em tela.

(…)”.

Sigo eu.

Ouvi Dila, que confirmou esperar que o novo presidente determine abertura do processo disciplinar.

Para quem não acompanha a polêmica, Fernando Deadpool já tem dois pedidos para abertura de comissão de ética na Câmara, que tem como ‘penas máximas’ a suspensão por 90 dias ou a cassação do mandato, o que dependeria da aprovação de 14 entre os 21 parlamentares.

Um pedido é do colega de partido, Claúdio Ávila, o que reportei em Bomba política em Gravataí: Cláudio Ávila aciona Comissão de Ética que pode cassar Deadpool. Simers faz denúncia por ações nas UPAs; “Vão tentar me calar, prezo por minha segurança”, reage vereador.

Outro foi assinado pelo prefeito Luiz Zaffalon (MDB), como tratei em Tem peso da assinatura do prefeito o novo pedido de Comissão de Ética que pode levar até a cassação do vereador Fernando Deadpool; Saiba o que diz ofício de Zaffa à Câmara de Gravataí – artigo que traz links relacionados detalhando o caso.

Reproduzo o post-polêmica que motivou a ação de Dila e, abaixo, sigo.

Vamos ao que alertei em Fernando Deadpool está ‘suicidando’ seu mandato em Gravataí; O senhor é vereador, não é Presidente da República para gastar ou não com cartão corporativo!:

“(…)

Ameaçado até de cassação, é o próprio vereador Fernando Deadpool (União Brasil) quem está ‘suicidando’ seu mandato em Gravataí”.

(…)

Exceto os gastos possíveis com diárias para viagens, nenhum vereador tem direito a receber indenização por gastos com ‘gasolina’, ‘hospedagem’ ou ‘alimentação’.

A Câmara de Gravataí não tem nenhum penduricalho, ‘vale-combustível’, ‘vale-alimentação’ ou ‘auxílio moradia’ para vereadores. Não tem cartão corporativo!

É obvio que a postagem, mesmo que involuntariamente, induz o eleitor a achar que Fernando não usou, mas outros vereadores usaram as supostas mordomias; em comentários já dá para verificar isso.

Após a postagem, que tem 341 curtidas nas 22h que está no ar até a publicação deste artigo, vereadores trocaram mensagens indignadas.

– Acho que o cara faz campanha para o PC virar vereador – escreveu um parlamentar, entre mensagens que o Seguinte: teve acesso.

‘PC’ é o PC Despachante, suplente que assumiria o mandato em caso de cassação de Deadpool.

(…)

Fato é que o senhor é vereador Fernando, não é o Presidente da República, para ter cartão corporativo e não gastar, ou gastar como fez Jair Bolsonaro com R$ 1,46 milhões, o que equivaleria a 3 mil diárias, em um único hotel de São Paulo; R$ 678 mil em um mercado gourmet em Brasília; R$ 362 mil em uma padaria carioca, com R$ 55 mil (ou 8 salários mínimos) em uma única compra, R$ 8,6 mil em sorvetes e outras mamatas reveladas com a quebra dos sigilos; o que reputo inspirou sua postagem.

(…)”

Sigo eu.

Quando publiquei o artigo, o vereador me acusou de ‘distorcer’ sua postagem. Respondi que, como reportei no texto, a mesma análise foi feita por vereadores, que podem ser seus julgadores na Comissão de Ética.

Ao fim, insisto: lacrar, Fernando Deadpool lacrou no Grande Tribunal das Redes Sociais. Mas, outra vez, às custas dos colegas vereadores.

No post em frente à sua Brasília amarela, deixou a Câmara ‘Pelada Em Gravataí’, ao menos para os que não sabem que não cartão corporativo ou mordomias no legislativo municipal.

Meias verdades sempre tem um lado próximo da mentira.

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