Uma noite marcada por livros, música e projeções para o futuro da cena artística local abriu oficialmente um novo capítulo cultural em Cachoeirinha. O Instituto Cultural e Social Ágora lançou, na segunda-feira (23), o programa “Vamos Ler, Cachoeirinha?”, iniciativa que pretende ampliar o acesso da comunidade à leitura, à escrita e às diversas formas de expressão artística ao longo de 2026.
Com investimento de R$ 300 mil, o programa nasce com a proposta de conectar artistas, estudantes, leitores e moradores em oficinas, apresentações, encontros literários e atividades formativas distribuídas até novembro.
O projeto foi viabilizado após o Instituto ser credenciado como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura e receber recursos por meio de emenda parlamentar da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Livro, da Leitura e da Escrita do Congresso Nacional.
Durante o lançamento, a coordenadora do Instituto, Sônia Zanchetta, destacou que Cachoeirinha atravessa um momento de expansão econômica e transformação urbana, mas que a cultura precisa acompanhar esse movimento.
“A proposta do programa é justamente fortalecer esse caminho, criando oportunidades para artistas locais e ampliando o acesso da população a atividades culturais”, afirmou.
A deputada Fernanda Melchionna ressaltou que o investimento representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Instituto e da mobilização coletiva que sustenta o projeto. Segundo ela, políticas públicas voltadas ao livro e à leitura ainda enfrentam desafios de consolidação no país, e iniciativas locais ajudam a construir cidades mais leitoras e culturalmente ativas.
Um calendário até novembro
O “Vamos Ler, Cachoeirinha?” já inicia as atividades em março com uma programação que combina literatura, música, formação cultural, fotografia e encontros artísticos.
Estão previstas oficinas de leitura cênica popular, atividades voltadas ao público infantil, apresentações musicais, slam de poesia, sarau temático e palestras que exploram a relação entre escrita, identidade e emoções.
As ações ocorrerão em diferentes espaços culturais e educacionais da cidade, com destaque para o Instituto Ágora e o Parcão da Paz.
A proposta não é apenas realizar eventos pontuais, mas criar continuidade — formar público, estimular produção artística local e consolidar um calendário cultural permanente.






