Futebol de alto nível requer equilíbrio. Nos dois Gre-Nais pela Copa do Brasil, Paulo Pezzolano foi incapaz de consagrar a máxima. O treinador uruguaio trocou a lógica pelo pensamento mágico, sem efeito. Saiu o “Mister” e entrou o Professor Pardal.
Errou na escalação nos quatro tempos do clássico. Na Arena, então, demorou um século para alterar o time. Como assim voltar do intervalo perdendo por 2 a 0 e não promover nenhuma troca? O campo gritou, mas ele deu de ombros.
E o Bruno Henrique, que tem notáveis problemas físicos, tendo que jogar como segundo volante e fechar o flanco direito? Não deu outra. Marlon e Amuzu jogaram livres o primeiro tempo inteiro e, por ali, foram coautores do segundo gol.
O Grêmio, embora tenha sido melhor na comparação com ele mesmo, é uma equipe de nível semelhante. Portanto, o Colorado poderia, sim, ter sido mais ousado. A escalação que terminou o clássico, no “modo desespero”, poderia ter iniciado no Beira-Rio, por exemplo, com singelas mudanças.
Se pegarmos apenas o recorte dos dois clássicos, Pezzolano deveria ser sumariamente demitido. Mas, colocando na balança de 2026, a comissão técnica merece um último voto de confiança. Pelo menos até domingo, contra o Santos, sem Neymar. Eis a fronteira definitiva.
Chororô ou realidade? O jogador que decidiu o clássico deveria ter sido expulso no Beira-Rio. Ah, Gre-Nal e suas intermináveis polêmicas do apito. Além disso, o Grêmio não deveria institucionalizar a “flauta”. Existem limites. Mas o que esperar do futebol brasileiro? Falta profissionalismo em todas as esferas. Desta feita, foi a vez do Grêmio cair nas “tentações” da grenalização.
Para finalizar a noite (esportivamente) trágica do Internacional, o presidente Alessandro Barcellos veio aos microfones. Com aquele ânimo contagiante(!) e uma mensagem vazia. Sequer bradar contra a falta de decoro do Grêmio ele teve capacidade. Zero indignação! Mas o que esperar desta gestão, né?
Enfim, colorados! Enquanto existe vida, existe esperança. No melhor sentido “Poliana” de ver a vida, ao menos a equipe terá foco total no único objetivo possível que, aliás, é a “cara” do desgoverno do Inter colapsado: fugir do vexatório rebaixamento.






