A enchente de 2024 ainda produz efeitos — agora, no bolso. A Prefeitura de Cachoeirinha definiu a isenção do IPTU e da taxa de coleta de lixo para imóveis atingidos pela inundação. O benefício vale para o exercício de 2026 e já está em vigor.
Mas, como costuma acontecer quando a política pública chega depois do calendário fiscal, há um detalhe que gerou dúvidas: carnês com cobrança foram enviados mesmo para quem não precisa pagar.
A seguir, o que você precisa saber.
1. Quem tem direito
A isenção vale para imóveis localizados na chamada mancha de inundação — área técnica delimitada pela Defesa Civil no relatório final da enchente de 2024.
Não é preciso solicitar. Se o imóvel está dentro dessa área, o sistema da Prefeitura reconhece automaticamente o direito ao benefício.
2. Recebi carnê com valor. Preciso pagar?
Não. Os carnês foram emitidos ainda em 2025, antes da aprovação da lei que concedeu a isenção. Por isso, alguns documentos chegaram com cobrança.
Para quem está na área atingida, a orientação é direta: pode desconsiderar o valor.
3. De onde vem a isenção
O benefício foi criado por lei municipal aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada em 16 de janeiro deste ano.
A regra usa critérios técnicos da Defesa Civil para definir quem entra — evitando análise caso a caso na maior parte das situações.
4. E se meu imóvel não apareceu na lista?
Aí sim é preciso agir.
Contribuintes que foram atingidos, mas não constam na relação automática, podem pedir revisão administrativa. Será necessário apresentar documentação que comprove o impacto da enchente.
5. Já paguei. E agora?
O valor não é perdido.
Quem quitou IPTU ou taxa de lixo mesmo tendo direito à isenção terá o valor convertido em crédito para 2027.
6. Onde buscar atendimento
WhatsApp do IPTU: (51) 99827-9568.
Atendimento presencial: Prefeitura de Cachoeirinha (Av. Flores da Cunha, 2209), das 9h às 17h.
7. O que a medida representa
Mais do que um alívio tributário, a medida funciona como resposta a um evento que desorganizou vidas, patrimônios e finanças.
Ao automatizar a isenção, o governo evita burocracia para quem já enfrentou perdas. Ao mesmo tempo, transfere para o contribuinte a atenção sobre um detalhe importante: o carnê pode dizer uma coisa, mas a lei diz outra.
No fim, a regra é clara: se a água entrou, o IPTU sai — pelo menos em 2026.






