NEGÓCIOS

MEIs puxam abertura de negócios em Cachoeirinha; veja os principais bairros

O ambiente de negócios de Cachoeirinha registrou crescimento nos primeiros oito meses de 2026. Entre janeiro e agosto, foram abertos 3.877 novos estabelecimentos comerciais e industriais no município, número 11,1% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Os dados são do Observatório Econômico Municipal, ferramenta lançada em julho pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (SMDET) para acompanhar indicadores e tendências da economia local.

O levantamento mostra que os pequenos negócios concentram a maior parte das novas empresas abertas na cidade. Dos 3.877 novos estabelecimentos, 3.735 são microempresas, o equivalente a 96,3% do total.

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) representam a maior parcela: foram 2.744 novos empreendimentos, correspondentes a 70,8% das aberturas no período.

As Empresas de Pequeno Porte (EPP) somaram 92 unidades, ou 2,4% do total. Outros portes empresariais responderam por 50 novos estabelecimentos, equivalentes a 1,3%.

Entre os setores econômicos, o destaque ficou com a área de Serviços. Foram 2.728 novos negócios no segmento, o equivalente a 70,4% de todas as empresas abertas em Cachoeirinha entre janeiro e agosto.

O comércio aparece na sequência, com 557 novos estabelecimentos, enquanto a indústria registrou 332 e a construção civil, 256.

A agropecuária teve quatro novas empresas no período.

Veja a distribuição por setor: Serviços: 2.728 – 70,4%; Comércio: 557 – 14,4%; Indústria: 332 – 8,6%; Construção: 256 – 6,6%; e Agropecuária: 4 – 0,1%.

Dentro de cada setor, algumas atividades concentraram parte significativa dos novos registros.

Nos Serviços, aparecem entre os segmentos com maior número de aberturas os serviços de malote não realizados pelo Correio Nacional, com 263 cadastros; promoção de vendas, com 224; transporte rodoviário de carga municipal, com 201; e preparação de documentos, com 195.

No Comércio, os principais registros incluem o varejo de artigos do vestuário e acessórios, com 109 novos negócios, seguido por cosméticos, com 40, bebidas, com 38, e outros produtos não especificados, com 32.

Na Indústria, a fabricação de produtos de padaria e confeitaria liderou, com 56 registros. Também aparecem instalação de máquinas e equipamentos industriais, com 27; serviços de usinagem, com 21; e montagem de móveis, com 16.

Já na Construção, as obras de alvenaria tiveram 75 novos registros. Instalações e manutenção elétrica somaram 51, pintura de edifícios, 35, e aplicação de revestimentos, 17.

O levantamento também mostra onde os novos empreendimentos estão sendo instalados. O Parque da Matriz aparece na primeira posição, com 312 novas empresas entre janeiro e agosto.

Na sequência estão: Parque da Matriz: 312 empreendimentos; Granja Esperança: 293; Vista Alegre: 253; e Fazenda Esperança: 222.

Segundo o levantamento, os números indicam uma concentração das novas atividades em regiões que já possuem infraestrutura urbana e estrutura de serviços.

No Parque da Matriz, entre as atividades que mais aparecem estão apoio a negócios, logística, promoção de vendas, preparação de documentos, transporte de carga e cuidados pessoais.

Na Granja Esperança, destacam-se serviços de malote, transporte rodoviário de carga, promoção de vendas e atividades de cabeleireiros.

A Vista Alegre reúne registros principalmente relacionados a logística, transporte municipal e intermunicipal, apoio comercial, cabeleireiros e alimentação.

Já a Fazenda Esperança apresenta destaque para transporte de carga, serviços de entrega rápida, fornecimento de alimentos preparados e transporte de passageiros por aplicativo ou motorista.

O estudo também aponta a Chácara das Rosas como uma região com concentração de atividades ligadas à logística e ao transporte, incluindo cargas municipais, intermunicipais e internacionais, além de transporte de passageiros, apoio administrativo e promoção de vendas.

Observatório acompanha economia local

O Observatório Econômico Municipal foi lançado pela SMDET em julho deste ano. A ferramenta reúne informações de diferentes bases oficiais, entre elas dados da Receita Federal e do Caged.

A proposta é permitir que o município acompanhe a evolução da economia, identifique tendências e oportunidades e tenha mais informações para subsidiar decisões relacionadas ao desenvolvimento econômico.

“Dezenas de municípios pelo Brasil já adquiriram esta ferramenta que, certamente, vai auxiliar bastante na tomada de decisões estratégicas para o desenvolvimento econômico e o fortalecimento do comércio de Cachoeirinha”, afirmou o secretário da SMDET, Vinicius Silveira, durante o lançamento.

Os dados dos primeiros oito meses de 2026 mostram, assim, um cenário de expansão na abertura de negócios, com forte participação dos MEIs e das microempresas e predominância das atividades de serviços entre os novos registros.

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