A Câmara de Vereadores de Gravataí recebeu, nesta terça-feira (24), a exposição itinerante “Arrancadas de Nós: Histórias que Precisam Ser Contadas”. A mostra foi instalada no saguão do Plenário José Mariano Garcia Mota e reúne relatos de mulheres vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul.
A iniciativa é organizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e tem articulação da vereadora Vitalina Gonçalves (PT).
A exposição reúne fotografias, objetos e relatos que retratam histórias de mulheres vítimas de violência de gênero. Com caráter itinerante, o memorial já percorreu mais de 40 cidades gaúchas desde abril de 2025.
A organização é da Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios, coordenada pela deputada estadual Stela Farias, e surgiu a partir do relato de uma mãe que perdeu a filha para a violência.
O objetivo é preservar a memória das vítimas e ampliar o debate público sobre o feminicídio.
Caso de jovem de Gravataí integra mostra
Nesta edição, a exposição ganhou um novo painel, passando de 12 para 13 histórias. Entre elas, está a de Maria Eduarda Duarte Costa, de 21 anos, moradora de Gravataí.
O caso é apresentado por meio de registros e informações da investigação policial, que apontaram a asfixia mecânica como causa da morte.
Familiares da jovem participaram da abertura. A tia, Elenara Souza Duarte, destacou a importância de manter viva a memória das vítimas e de ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência contra mulheres.
A cerimônia contou com a presença de autoridades locais, servidores da Câmara e representantes da comunidade. A exposição segue aberta à visitação pública no Legislativo municipal.
A proposta é convidar a população a conhecer as histórias e refletir sobre a violência de gênero, um problema que segue presente em todo o país.






