Um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado a 29 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, pelo feminicídio da companheira, de 65 anos. O julgamento ocorreu na terça-feira (9), e os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público.
A condenação reconheceu o homicídio triplamente qualificado por meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além do crime de destruição de cadáver.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em fevereiro de 2024, no bairro Cecília, em Viamão. A vítima foi morta a golpes de faca dentro do imóvel onde vivia e trabalhava. Após o assassinato, o companheiro teria decapitado o corpo.
O acusado, que tinha 29 anos na época dos fatos, foi preso em flagrante ao deixar o local carregando a arma utilizada no crime. Desde então, permanece recolhido no sistema prisional.
Durante o julgamento, a promotora de Justiça Aline Baldissera sustentou a acusação em plenário e destacou a extrema violência empregada contra a vítima, bem como o contexto de violência de gênero que envolveu o caso.
Segundo o Ministério Público, a condenação representa uma resposta rigorosa diante da gravidade dos fatos. Em sua manifestação ao Conselho de Sentença, a promotora ressaltou a necessidade de responsabilização firme em casos de feminicídio.
A vítima mantinha um pequeno comércio no mesmo endereço onde foi assassinada e trabalhava no local havia cerca de dez anos. Ela também residia em uma casa nos fundos do estabelecimento.
Conforme as investigações, o relacionamento entre a vítima e o condenado durava aproximadamente um ano. Não havia registros anteriores de ocorrências policiais envolvendo o casal nem medidas protetivas de urgência em vigor.
O réu seguirá preso para cumprimento da pena.






