A forte chuva registrada na madrugada desta quarta-feira (29) provocou pontos de acúmulo de água em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, mas o impacto foi menor do que o observado durante o temporal da última segunda-feira (27), segundo a Secretaria Municipal de Defesa Civil e Resiliência Climática.
De acordo com o órgão, foram contabilizados 14 pontos de acúmulo de água durante os momentos de maior intensidade da chuva. Em todos os locais, no entanto, o escoamento ocorreu de forma rápida.
Os registros foram feitos nos bairros Estância Velha, Olaria, Harmonia, Niterói, Mathias Velho, Rio Branco e Fátima.
Segundo o secretário municipal de Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos, a redução no número de ocorrências é resultado do trabalho realizado de forma ininterrupta desde a madrugada de segunda-feira. As ações envolveram equipes da Secretaria de Obras e Reconstrução e das Subprefeituras, que executaram intervenções nos pontos mais afetados pelo temporal.
As equipes realizaram serviços para melhorar a drenagem e minimizar novos alagamentos, o que, conforme a prefeitura, contribuiu para a rápida vazão da água durante a chuva desta quarta-feira.
A Defesa Civil informou que a instabilidade que atinge o Rio Grande do Sul desde a semana passada começa a se deslocar em direção a Santa Catarina. A previsão é de melhora gradual das condições do tempo ao longo desta quarta-feira.
Apesar da tendência de redução das chuvas, o município seguirá monitorando permanentemente a evolução do cenário e os níveis dos rios.
Rios seguem elevados
Embora os rios permaneçam acima do nível habitual, a Defesa Civil afirma que, neste momento, não há previsão de um evento climático semelhante ao registrado em maio de 2024, quando enchentes históricas atingiram o Estado.
Segundo o órgão, o cenário atual se assemelha ao observado em junho de 2025, quando a elevação do Delta do Jacuí provocou impactos localizados em áreas ribeirinhas do município.
A expectativa é de elevação das águas em regiões tradicionalmente afetadas pelas cheias, como Paquetá, Fazendinha, Rua da Barca e Prainha.
Também permanecem em estado de atenção as áreas da Rua Berto Círio, Rua Henrique Luís Roessler e Rua General Sebastião Barreto, onde existe possibilidade de impactos considerados médios em função da elevação do nível dos rios.
A Defesa Civil reforça que continuará acompanhando as condições meteorológicas e orienta moradores das áreas ribeirinhas e dos demais pontos de atenção a permanecerem atentos aos comunicados oficiais e às orientações dos órgãos de emergência.






