A carruagem virou abóbora antes da meia-noite! Passada a euforia com a justa classificação na Copa do Brasil, o time de Luís Castro se deparou novamente com a dura realidade da temporada. Com o fim da “Taça Gre-Nal”, as preocupações voltam à tona em azul, preto e branco.
O Grêmio ostenta a condição de pior visitante do Brasileirão, com apenas 10% de aproveitamento. É também o time de pior ataque e uma das três equipes sem sucesso como visitante. A derrota da vez foi contra o Vitória, em Salvador.
Com 28 pontos, a equipe segue às portas da zona do rebaixamento. Já estamos em setembro e para vencer o time segue à mercê do acaso, do imponderável, do “sobrenatural” de Almeida. Porque se depender da mecânica…
Um time lento, previsível, que isola o camisa 9, cede muitos espaços defensivos e transforma Weverton em destaque da partida duas vezes por semana. O tricolor inexiste coletivamente e precisará muito da mobilização da torcida para fugir dos perigos do Z-4.
Querem mais um recorte assustador? As substituições durante as partidas. A comissão técnica liderada por Luís Castro esbanja(!) repertório(!) e criatividade(!). Sai um camisa 8 e entra outro camisa 8. Sai um lateral e entra outro lateral. Sai um centroavante e entra outro centroavante. É um “seis por meia dúzia” irritante, enfadonho, quase desesperador…
No próximo sábado contra o Vasco, num jogo de “seis pontos”, o Grêmio não terá Jovane Cabral, lesionado, e Pavón, suspenso. Além disso, Amuzu é dúvida por problemas físicos. Quem sabe teremos algum desenho diferente?
Algum plano B? Algum pensamento fora da mesmice que priorize o corredor central do time. Que tal um 3-5-2 com Krovinovic, Braithwaite e Carlos Vinícius? Mão à obra, Professor! Menos mal que o jogo será na Arena.
O sonho do Hexa pela Copa do Brasil voltará à pauta somente em novembro. Até lá, será preciso muito grito da arquibancada e “corda esticada” dentro de campo. É necessária a cultura da Copa também no Brasileirão. A salvação passa pela busca do “título” de 3 pontos a cada 90 minutos.






