RAFAEL MARTINELLI

Dia 11 não é só anúncio do investimento bilionário em Gravataí, e sim a confirmação de que a GM não vai pinotear do Brasil; Do SVU ao carro elétrico, as especulações

A General Motors anuncia investimento bilionário em Gravataí dia 11. Conforme a colunista Marta Sfredo, de GZH, deve ficar no município ao menos R$ 1 bilhão dos R$ 7 bilhões anunciados pela montadora até 2028 no Brasil.

Gravataí é a mais moderna e a de maior produtividade entre as cinco fábricas da marca no país, mas resta com capacidade ociosa desde a pandemia, o que indica que o investimento não será em ampliação de produção e sim em modernização de produtos. 

“Aguardado desde a etapa anterior, o plano de fazer um SUV do Onix está entre as possibilidades da GM de Gravataí. O presidente da GM para a América do Sul, Santiago Chamorro, já avisou que modelos como o Onix passarão por grandes mudanças no próximo ciclo. O sucesso de vendas do modelo hatch já provocou sua extensão para um sedã médio e agora pode, enfim, ampliar a família”, diz a publicação, que não descarta investimentos em carros elétricos:

“Como a GM tinha planos ambiciosos de adoção de veículos elétricos, também existe essa expectativa para Gravataí, igualmente vinculada ao maior nível tecnológico da planta gaúcha. Essa possibilidade, no entanto, depende do grau de resolução da montadora para os problemas globais enfrentados com suas tecnologias de módulos de baterias Ultium e com o software para carregamento dos veículos”.

Como reportei em Investimento da GM deve ser anunciado em março em Gravataí; Por que a parte dos bilhões pode ser maior, conforme entrevista da presidente mundial, há possibilidade dos investimentos serem ainda maiores que o bilhão projetado por GZH, mas justamente pelos veículos elétricos não serem a prioridade do ano, ao menos conforme a CEO da GM, Mary Barra.

Ao falar na conferência de investidores da Wolfe Research, em 15 de fevereiro, a chefona mundial descreveu 2024 como sendo o “ano de execução” de investimentos “em modelos tradicionais a combustão”.

– Embora tenhamos dito que até 2035 nosso portfólio de veículos leves será totalmente elétrico, seremos guiados pelo consumidor – disse Mary Barra, informando que a implantação de elétricos continuará, mas acontecerá mais lentamente devido à resposta silenciosa do público comprador de veículos.

Relatório do GM Authority, site dos EUA especializado na montadora, avaliou que “muitas das observações de Mary Barra na conferência pareceram sinalizar um abrandamento da estratégia all-in da GM em veículos elétricos, embora os VE continuem a ser um elemento forte dos seus planos para o futuro próximo”.

Ao fim, como observei nos artigos anteriores, uma certeza há: é a notícia do ano para Gravataí.

Reputo não significa apenas a garantia de que o município vai receber parte do novo investimento bilionário, mas principalmente a confirmação de que a GM fica no Brasil, depois de rumores pós-pandemia de que poderia fechar fábricas.

É fato que Gravataí experimenta uma ‘GMdpendência’. O complexo automotivo responde por praticamente a metade do orçamento de R$ 1 bilhão do município; leia mais em A queda no PIB e a ‘GMdependência’: a verdade sobre Gravataí não ser mais a quarta economia gaúcha; Entre a narrativa e a vida real e Secretário da Fazenda desmonta mentira sobre causas da queda no PIB de Gravataí; De Haddad a Bolsonaro, Davi prestou contas aos vereadores.

Com o anúncio do(s) bilhão(ões), o fantasma de um pinote da montadora desaparece pelo menos nos próximos cinco anos em que o investimento resta programado para o Brasil pela GM.


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