A Prefeitura de Gravataí lançou o Edital Portas Abertas, iniciativa que permite a ocupação gratuita de espaços culturais do município por agentes culturais de qualquer estado brasileiro. O prazo de vigência é indeterminado, e os interessados devem protocolar a solicitação com pelo menos 45 dias de antecedência da ação pretendida.
Podem ser ocupados quatro dos principais equipamentos culturais da cidade: Biblioteca Pública Monteiro Lobato, Casa de Cultura de Gravataí, Casarão dos Bina e Quiosque da Cultura.
A proposta amplia o acesso aos equipamentos públicos e fortalece a produção artística local e nacional.
Quem pode participar
O edital é destinado a agentes culturais maiores de 18 anos, pessoas físicas (CPF) ou jurídicas (CNPJ), domiciliadas em qualquer estado do Brasil.
Os projetos devem ser exclusivamente artístico-culturais, em diferentes formatos, linguagens e durações. É permitido inscrever quantas propostas o agente desejar, desde que o total de ocupação não ultrapasse 50 dias — corridos ou intercalados — ao longo do ano.
Projetos recorrentes, como ensaios, oficinas continuadas, residências artísticas ou exposições de longa duração, também podem ser contemplados. Caso o limite anual seja atingido, uma nova inscrição só poderá ser realizada no ano seguinte.
Uso gratuito e possibilidade de monetização
A Secretaria Municipal de Cultura de Gravataí, responsável pela ação, destaca que não há cobrança pelo uso dos espaços.
Além disso, os proponentes podem monetizar as atividades realizadas, seja por meio de venda de ingressos, bilheteria, inscrições em cursos e oficinas, ou comercialização de produtos culturais vinculados ao projeto.
A medida cria um modelo híbrido: o poder público oferece a estrutura; o agente cultural viabiliza economicamente sua proposta.
Como se inscrever
As inscrições são realizadas por meio de formulário online disponibilizado pela prefeitura. O acesso pode ser feito pelo link que vocês acessa clicando aqui.
Com o Portas Abertas, Gravataí formaliza uma política de ocupação cultural contínua, transformando seus equipamentos públicos em vitrines permanentes da produção artística.






