Não é quente.
Conforme fonte do Seguinte: é “quentíssima” a informação de que Anabel Lorenzi (PSB) e Levi Melo (PSD) estão conversando, de olho no ‘segundo turno’ das eleições em Gravataí, que acontecerá caso o TSE não valide os 45.374 votos em Daniel Bordignon (PDT) e nem diplome Marco Alba (PMDB), segundo colocado com 33.420.
Não é difícil sonhar com Anabel.
No ‘acordo perfeito’, ela (e seus 25.756 votos) concorreria a prefeita e teria como vice Levi e seus 19.420.
O PSDB de Francisco Pinho seguiria na aliança e, como já propôs a Levi durante a campanha, abriria a ele o vice, que no ‘primeiro turno’ foi de Beto Pereira.
Iluminada, Anabel ainda contaria com o apoio do PDT de Bordignon, simplesmente para evitar que a Presidência da Câmara fique com os partidos da base de Marco.
Juntos, PSB (3), PSD (3), PSDB (2) e PDT (3) teriam os 11 votos necessários para escolher o próximo presidente, que em um cenário de nova eleição pode assumir interinamente a Prefeitura, caso não haja um prefeito eleito até 1º de janeiro de 2017.
Da união dos partidos, sairiam outros dois anos de presidência para o PDT (2018 e 2020), como ‘prêmio de consolação’. O PSDB teria 2019.
Agora em janeiro, o nome do PSD para a Presidência-Prefeitura seria Dilamar Soares, construtor do partido na aldeia.
Como não há mais reeleição, Levi seria o candidato a prefeito ‘do governo’ em 2020, com o vereador Carlos Fonseca (PSB) como vice e com a perspectiva de ser candidato à Prefeitura em 2024.
Os vereadores Dimas Costa e Paulo Silveira, mais votados de PSD e PSB respectivamente, seriam os candidatos preferenciais de seus partidos à Assembleia Legislativa em 2018.
É o ‘acordo perfeito’.
Perfeito para ser rompido. Não por Anabel, mas por pelo menos três dos personagens citados acima.
Que devem estar até rindo ao fim desse exercício de futurologia, como vão rir quando – e se – a proposta chegar.
É sempre fácil admirar as pessoas que sabem perder, sobretudo quando se está do outro lado.
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