O sonho do Hexa passa necessariamente pela força coletiva! Embora o grande momento de Vinicius Júnior, a maior credencial do Brasil está justamente na engrenagem do time.
Felizmente, as mudanças da comissão técnica revolucionaram a mecânica coletiva na comparação com a partida inaugural contra o Marrocos. No jogo seguinte, frente ao Haiti, Carlo Ancelotti corrigiu a “salada geral” nas escolhas nominais e na mecânica tática. Ali começou a mudança de fotografia e de nível de atuação.
A começar pelo setor vital do time, com Paquetá atuando pela esquerda e com o multifuncional Matheus Cunha. O time passou a preencher melhor o meio-campo, dobrando o número de atletas da estreia. Mais consistência, circulação de bola, solidez e competitividade!
A dinâmica de meio, embora as variações, claro, parte de um 4-1-4-1, com Paquetá e Bruno Guimarães numa mesma linha. O que, por exemplo, tem elevado as atuações individuais de Guimarães.
Por vezes, até um 4-4-2 losango é possível identificar, com Matheus Cunha atrás da dupla Rayan e Vini Júnior, que deixam as pontas e ingressam na diagonal. Em tatiquês, acho que seria isso. Salvo melhor juízo!
É justamente Cunha o fiador do “novo sistema”, atuando como ponta de lança entre as funções de camisa 10 e falso 9. O tal jogador tático que, embora o “nariz torcido” de muitos, é essencial para que a roda coletiva gire. Enverga a mítica camisa 9 e, embora já tenha três gols, sua maior importância não está em balançar as redes. Acredite, se puder!
É o coletivo que potencializa o individual. Baila, Vini!!! Ancelotti tem conseguido algo até então impossível: criar terreno para que o camisa 7 seja a grande estrela individual da companhia. Mais perto do gol, já anotou quatro nesta Copa, figurando como vice-artilheiro até então.
Que venha a inédita fase de 16 avos de final na próxima segunda-feira (29/6), às 14 horas. Tomara que sigamos na mesma levada. Um Brasil com vigor, explosão, marcação alta e repertório tático — incluindo baixar as linhas para explorar a velocidade de Vini.
Melhorou bastante. Agora, pelo menos, estamos formatados para competir. A presença de Neymar no banco de reservas — embora tenha atuado por 15 minutos — é prova cabal da nossa nova realidade. O sonho do Hexa passa necessariamente pelo suor.






