SAUL TEIXEIRA

Inter no Beira-Rio e o “vexame” com DNA

Ricardo Duarte/Inter Oficial

O Inter ostenta a segunda pior campanha como mandante no Brasileirão. São apenas 13 pontos conquistados em 12 partidas no Beira-Rio. Um vexame traduzido em apenas 36,1% de aproveitamento.

Entendemos a limitação do elenco, mas a comissão técnica precisa urgentemente trabalhar com alternativas para os jogos contra os chamados adversários mais frágeis em casa.

Até pedimos desculpas à audiência por estarmos sendo repetitivos. Mas, sábado, novamente a partida será às margens do Rio. Para piorar, contra um rival que briga na ponta de cima da tabela: o Galo Mineiro.

Na segunda-feira, Carbonero desperdiçou dois gols imperdíveis. Matheus Cunha armou a barreira igual à minha cara, e Alerrandro foi Alerrando vestindo vermelho e branco.

Mas talvez o insucesso passe por um dado objetivo: o Remo desfilou 57% de posse de bola em pleno Beira-Rio. Daí não tem como!

O 5-3-2 com Vitinho de lateral precisa ser pontual, não regra. Que tal projetar o camisa 28 para que se some aos homens da frente? Para compensar, Bruno Henrique poderia atuar um pouco mais preso.

Na dinâmica atual, o camisa 8 é companheiro de Alan Patrick na fase de construção, num desenho próximo ao 4-1-4-1. O time tem repertório tático, mas falta mais ambição e ousadia em casa.

Falando em meio-campo, o argentino Villagra é uma das poucas boas notícias da temporada. Dá aula como cabeça de área: marca, desarma, passa e distribui.

Outra pauta promissora tem sido as aparições de Calebe. A chegada do ponta sueco Eliasson e o iminente anúncio do centroavante paraguaio Sanabria atacam outra mazela: a falta de reservas capazes de manter um nível mínimo de qualidade e competitividade.

O empate com cheiro de vexame também teve as digitais de Paulo Pezzolano, que não está conseguindo deixar a equipe mais agressiva em seus domínios. A identidade do time é defensiva.

Mas também é verdade que a equipe produziu para liquidar o confronto ainda no primeiro tempo. Se existe produção coletiva, a comissão técnica está fazendo a sua parte. Mágico, porém, ela ainda não consegue ser.

A falta de qualidade do grupo de jogadores grita desesperadamente. Socorro…

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