SAUL TEIXEIRA

Inter x Flamengo: os legados que alimentam o “sonho” colorado na Copa do Brasil

Ricardo Duarte/Internacional Oficial

Mais do que surpreendente, o nível de atuação coletiva do Internacional contra o Flamengo nesta semana deve servir de legado para o restante da temporada colorada.

A postura da equipe no primeiro tempo escancarou a maior obviedade do momento: o elenco é limitado, mas quando joga com a corda esticada, é sim, competitivo – o que, por exemplo, pode ser uma esperança para a Copa do Brasil no domingo contra o Corinthians.

E outra: o treinador é o maior craque da equipe. Reforços são indispensáveis e talvez questão de sobrevivência na elite. Mas o que esperar de uma direção que sequer tem um corpo jurídico confiável?

Não é preciso três zagueiros de ofício para defender-se com linha de 5. Até porque o time tem dificuldade para escalar dois zagueiros confiáveis, quiçá dispor de mais um, né? Bruno Gomes atua como lateral na construção e zagueiro pela direita sem a bola, enquanto Vitinho é ponta e camisa 2 na fase defensiva.

Outra máxima consagrada: é preciso jogar os melhores sempre que possível. E com isso, Alan Patrick não pode estar condenado ao banco de reservas. A presença do camisa 10 foi fundamental para a primeira etapa de Futebol Além do Resultado que gerou resultado.

Depois do intervalo, porém, o time abdicou de jogar e ativou o modo “saber sofrer”. Muito cedo. Fisicamente, seria impossível manter a intensidade, mas não justifica os 73% de posse do adversário em pleno Beira-Rio. Mesmo sendo contra o Flamengo.

Sem um centroavante confiável, Carbonero atuou mais projetado. Outro acerto da comissão técnica – ao menos contra o Flamengo. Contra o Corinthians, por exemplo, talvez seja preciso um futebol mais propositivo com a presença de um 9 da “gema”.

Para o futuro, garantir a presença de Vitinho mais no campo ofensivo talvez possa elevar as ações. O camisa 28 é sempre perigoso e volta e meia contribui com gols e assistências – foi dele a bola na rede contra os rubro-negros.

O empate contra o Flamengo não apenas garantiu um “respiro” na tabela como também empurrou o Grêmio para o Z4. Será que os ventos da fortuna finalmente começaram a soprar pelos lados do Beira-Rio? Apesar de Alessandro Barcellos & cia…

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