A Polícia Civil deflagrou na quinta-feira (14) a Operação Revelare, que investiga a atuação de um grupo neonazista com presença na Região Metropolitana. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Canoas e Porto Alegre.
Ao todo, 20 policiais participaram da ação coordenada pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância de Porto Alegre (DPCI), sob comando do delegado Vinícius Nahan.
Um homem foi preso em flagrante por apologia ao nazismo.
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado utilizava redes sociais, aplicativos de mensagens e até adesivos com QR Codes espalhados em locais públicos para recrutar novos integrantes e disseminar conteúdos extremistas.
As investigações apontam que os adesivos direcionavam interessados para grupos em aplicativos de mensagens, onde eram compartilhados discursos de ódio e conteúdos de exaltação ao nazismo.
Além disso, os suspeitos também mantinham estrutura de arrecadação financeira por meio de chaves PIX e venda de ilustrações extremistas na internet.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um taco de beisebol com arame farpado, aparelho de choque, desenhos neonazistas, livros ligados à temática nazista, roupas táticas e militares, celulares, máscaras e peças associadas a grupos extremistas.
Conforme reportagem de Grupo RBS no jornal Zero Hora, três jovens são investigados por participação no grupo, que teria cerca de 200 integrantes em um aplicativo de mensagens.
A publicação assinada pelo jornalista Vinícius Nahan informa que o homem preso tem 20 anos, mora em Porto Alegre e trabalharia como designer gráfico. Segundo a investigação, ele utilizava o próprio trabalho para produzir e vender artes com simbologias extremistas e mensagens de ódio.
De acordo com o delegado Vinícius Nahan, os materiais divulgados pelo grupo continham ataques a minorias sociais e mensagens separatistas.
“São imagens contra minorias, judeus, contra pessoas negras, imagens que exaltam a simbologia neonazista e a simbologia extremista”, afirmou o delegado à reportagem de GZH.
Ainda conforme a investigação, os suspeitos também promoviam encontros presenciais além da atuação virtual.
A Polícia Civil informou que uma das investigadas mora em Canoas e seria namorada do suposto líder do grupo.
Os mandados cumpridos nesta quinta-feira tinham como objetivo apreender celulares e dispositivos eletrônicos para aprofundar a análise das mensagens trocadas entre os integrantes e identificar outros envolvidos.
Segundo a polícia, os investigados não possuíam antecedentes criminais.
No Brasil, a apologia ao nazismo é considerada crime inafiançável, com pena prevista de dois a cinco anos de prisão.






