Um professor da rede estadual de ensino de Cachoeirinha foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por sete crimes de estupro de vulnerável contra alunas que tinham entre 7 e 8 anos na época dos fatos. A denúncia foi apresentada no domingo (27) pela promotora de Justiça Bárbara Bisogno Paz, da Promotoria Criminal de Cachoeirinha.
Segundo o MPRS, os crimes teriam ocorrido durante os anos letivos de 2025 e 2026. Conforme a acusação, o professor teria se aproveitado da autoridade exercida em sala de aula e da confiança relacionada à função para cometer os abusos durante atividades da rotina escolar, principalmente em momentos de atendimento individual das crianças.
Ainda de acordo com o Ministério Público, o professor teria exigido que as meninas mantivessem os fatos em segredo, utilizando como estratégia promessas de presentes.
Em razão da repetição dos episódios e das circunstâncias descritas na investigação, o MPRS atribui ao denunciado crimes de estupro de vulnerável agravado e majorado, em continuidade delitiva e em concurso material.
A denúncia foi baseada em investigações realizadas pela 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha e em elementos obtidos durante procedimento cautelar de produção antecipada de provas.
O acusado está preso preventivamente e recolhido ao sistema prisional, segundo o Ministério Público.
Até o momento, as investigações identificaram sete possíveis vítimas. O MPRS, no entanto, informa que a apuração continua e pode apontar a existência de outros casos.
Além da responsabilização criminal, o MPRS pediu que o acusado seja condenado ao pagamento de uma indenização mínima por danos morais para cada uma das sete vítimas.
Em caso de condenação definitiva, o Ministério Público também solicitou: perda do cargo público; inclusão do homem no Cadastro Estadual de Pedófilos; coleta de material biológico para identificação de perfil genético.
Os pedidos fazem parte da denúncia apresentada à Justiça. A denúncia, por si só, não representa condenação: o processo deverá seguir os trâmites judiciais, com direito à defesa e posterior decisão da Justiça.
O Ministério Público afirma que a apuração permanece em andamento. Por isso, o número de sete vítimas é considerado, até o momento, o identificado pelas investigações.
O MPRS não divulgou a identidade do professor nem das crianças envolvidas, preservando a identificação das vítimas menores de idade.





