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SEGUINTE TV | Rio no nível zero: Corsan faz ‘barragem’ emergencial no Mato Alto para garantir água para Gravataí durante o verão; Assista

Obra começou nesta quinta e deve terminar nesta sexta, no Mato Alto

Atendendo a principal solução apresentada à Prefeitura de Gravataí, no esforço de evitar o desabastecimento de 40 mil economias – o que deixaria sem água em torno de 150 mil pessoas na cidade –, a Corsan iniciou nesta quinta-feira e deve terminar ainda hoje a construção de uma contenção de um metro de altura no Rio Gravataí, no bairro Mato Alto.

Estão sendo colocados 150 metros cúbicos de pedras, represando a água que será desviada do Banhado dos Pachecos (Barragem do Incra), em Viamão, por uma extensão de sete quilômetros, com volume estimado de 400 litros por segundo – mesma quantidade do ponto de captação no Passo dos Negros.

De acordo com o Boletim de Estiagem da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, divulgado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sem/RS) a medição aponta nível zero nesta sexta-feira.

Abaixo 50 de centímetros a situação já é considerada crítica.

A medida, segundo o diretor de operações da Corsan, Milton Cordeiro, deve garantir o bombeamento de água por, pelo menos, 50 dias.

Na manhã desta quinta, engenheiros da Corsan, acompanhados pelo Grupamento Ambiental da Guarda Municipal e da Defesa Civil de Gravataí, além da Guarda Florestal do Estado, estiveram na região próxima ao Assentamento Filhos de Sepé, no distrito de Águas Claras, em Viamão, avaliando outras possibilidades de uso de outros mananciais, como o Passo do Vigário, o que ainda demandaria um trabalho de dragagem, em uma extensão aproximada de seis quilômetros.

– Estamos não só cobrando ações da Corsan, mas trabalhando juntos, oferecendo todos os recursos, para encontrarmos as soluções, ainda que de forma emergencial – reitera o prefeito Luiz Zaffalon.

A Corsan projeta ainda a possibilidade de compra de água de um açude particular, localizado no Barro Vermelho, próximo ao Loteamento Condado Del Rey, a partir de uma canalização que ainda deve ser construída, com um volume de 200 litros por segundo.


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Com o objetivo de fazer cumprir o Decreto 20.241/2022, que estabelece as diretrizes municipais para a racionalização e combate ao desperdício de água em Gravataí, a Guarda Municipal tem percorrido a cidade, alertando, principalmente, donos de postos de combustível, de revendas e de lavagens de carro.

– Até que a Corsan apresente e execute obras definitivas, que resolvam de vez o problema de abastecimento na cidade durante o verão, essa é uma tarefa de todos, tratar a água como o bem mais precioso, com uma atitude cidadã de responsabilidade – reitera o prefeito.

Com a privatização barrada pelo Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e Tribunal do Trabalho, a estatal segue com a parceria público-privada, a PPP da Corsan, em funcionamento desde 2017, na qual a Aegea (consórcio que neste 2023 venceu o leilão de compra da companhia) opera sob administração da estatal.

Nos artigos Corsan começa ações emergenciais para garantir água por pelo menos 50 dias para Gravataí; O rio zerou e Rio Gravataí quase no nível zero: deveriam ser ‘pra ontem’ promessas da Corsan para evitar emergencialmente a falta de água; E as microbarragens, governador Leite?, o jornalista Rafael Martinelli cobrou em sua coluna no Seguinte:

“(…)

Como observei em Verão do racionamento e falta de água: Prefeituras pressionam Estado por minibarragens para solucionar Rio ’seco’ Gravataí e Chegou o ‘Dia de Todos os Anos’: começa nesta quinta o rodízio de captação de água no Rio Gravataí; O fantasma do racionamento, a falta de água é uma rotina que afoga famílias e a economia de Gravataí.

Não dá para esquecer de lembrar que não saiu da marola a construção de 13 microbarragens, pedida em janeiro pelo prefeito ao governo do Estado.

Isso não tem nada a ver com Corsan pública ou privada. É responsabilidade da Metroplan (Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional), que tem recursos destinados, mas desde 2018 não conclui o estudo de impacto ambiental (EIA/Rima), para o qual a empresa Ecossis Soluções Ambientais venceu o processo licitatório por R$ 400 mil.

O cálculo prévio é de que cada microbarragem custe cerca de R$ 50 mil. Para o impacto na vida das pessoas, e econômico, é troco!

(Aos que já gritam “privatiza”, ou “não privatiza”, é bom informar que, com a venda barrada pelo Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e Tribunal do Trabalho, a estatal segue com a parceria público-privada, a PPP da Corsan, em funcionamento desde 2017, na qual a Aegea, consórcio que neste 2023 venceu o leilão de compra da companhia, opera sob administração da estatal).

Detalhei a polêmica em  O porquê da pressa para privatizar a Corsan em 2022; A água e o esgoto no tapetão.

Ao fim, insisto: é tragicômico; sinto-me o Bill Murray, em “O Feitiço do Tempo”. É aquele filme dos anos 90 no qual o repórter que faz previsões meteorológicas vai fazer uma matéria especial sobre o celebrado “Dia da Marmota”, mas fica preso no tempo, condenado a vivenciar para sempre os eventos daquele dia.

Nesta pauta da falta de água, estou preso desde 1996, quando comecei a trabalhar em Gravataí, uma das ‘capitais da falta de água’; mesmo com um rio com seu sobrenome.

A comunidade de Gravataí que já ficou sem água em Natal e Ano Novo, sabe bem.

“(…)

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