RAFAEL MARTINELLI

Gravataí evita perda de 17 médicos por bobagem ideológica de Bolsonaro; Pergunta na periferia sobre os cubanos

O governo Luiz Zaffalon (MDB) conseguiu evitar por mais 60 dias a perda de 17 médicos, polêmica que, a partir do que reputo bobagem ideológica do presidente Jair Bolsonaro, tratei nos artigos Deadpool mente em ‘post-denúncia’ de falta de médicos em Gravataí; A saúde pública não é um Programa da Eliana, vereador!, Gravataí vai gastar 5 milhões a mais para compensar perda de médicos por bobagem ideológica de Bolsonaro e O ‘custo médicos cubanos’: Gravataí tenta evitar bancar 5 milhões ao ano.

A saída dos profissionais aconteceria dia 23 deste mês devido a redistribuição de vagas do Médicos Pelo Brasil, substituto do governo Bolsonaro para o Mais Médicos, que era o programa que admitia médicos cubanos.

A prorrogação – que ajuda também outros municípios da região metropolitana, que perderiam 60% dos médicos ligados ao programa – foi comunicada pelo secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara Medeiros Parente, após negociação do secretário da Saúde de Gravataí, Régis Fonseca, que representa o Rio Grande do Sul no Conselho Nacional de Representantes Estaduais (Conares), órgão vinculado ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que debate pautas de âmbito nacional no SUS.

Ao fim, sou de um pragmatismo implacável na saúde: mais médicos é bom, menos médicos é ruim; sustento isso desde 2018, ano da eleição de Bolsonaro, que antes mesmo de assumir já ‘mandou para Cuba’ muitos profissionais.

A quem tem preconceito ideológico faço um desafio: perguntem nas vilas de Gravataí como é ser atendido por médicos cubanos.

Só ouvi elogios.

Inegável é que, na mesinha do posto de saúde, importa muito o médico olhar nos olhos, fazer perguntas, sentir o cheiro da ferida do paciente.

Não vou provocar tanto, identificando nos cubanos mais vocação que nos brasileiros, até porque toda generalização é burra, mas a formação empírica desses profissionais está sempre a teste: com tantos embargos eles tem menos tecnologia e equipamento, além de menos acesso a remédios; resta ouvir, tentar diagnosticar e prevenir.

Muito Brasil, né?

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