A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de Gravataí, criada para investigar possíveis irregularidades na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário pela Corsan/Aegea no município, entra em uma nova etapa a partir da primeira semana de agosto. A comissão dará início às oitivas abertas ao público, após analisar um volume de documentos que já se aproxima de 50 mil páginas.
As sessões ocorrerão no plenário da Câmara de Vereadores, com transmissão ao vivo pela TV Câmara, por meio dos canais oficiais no YouTube e no Facebook. Conforme a comissão, os trabalhos poderão ser estendidos até o dia 6 de agosto, caso haja necessidade.
Segundo o presidente da CPI, vereador Hiago Pacheco, a investigação busca apurar fatos relacionados à prestação dos serviços, sem discutir o processo de privatização da companhia.
“Esta CPI não tem partido e não foi criada para discutir se a privatização foi certa ou errada. Nosso objetivo é um só: investigar possíveis irregularidades e contribuir para que cesse o descaso na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Gravataí. O foco é defender os interesses da população”, afirmou.
Cronograma de depoimentos
A programação da primeira semana prevê a oitiva de moradores, órgãos públicos, representantes da administração municipal, da agência reguladora e da concessionária responsável pelos serviços.
Segunda-feira (03/08)
- 9h: munícipes inscritos;
- 14h: representantes do Procon e ex-funcionários da Corsan.
Terça-feira (04/08)
- 9h: servidores públicos e representante do Poder Executivo.
Quarta-feira (05/08)
- 9h: representantes da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (AGERGS);
- 14h: representantes da Corsan/Aegea.
De acordo com a comissão, as audiências poderão se estender até quinta-feira (06/08), caso seja necessário concluir os depoimentos previstos.
Investigação entra em fase decisiva
Com o início das oitivas, a CPI avança para uma das etapas centrais da investigação, que consiste na coleta de depoimentos para complementar a análise documental realizada pelos vereadores.
Segundo a Câmara, o material reunido até o momento soma quase 50 mil páginas de documentos relacionados à prestação dos serviços de água e esgoto no município, evidenciando a complexidade da apuração.
A expectativa da comissão é que os depoimentos de moradores, representantes de órgãos públicos, servidores, da agência reguladora e da concessionária contribuam para esclarecer os fatos investigados e subsidiem as conclusões do relatório final da CPI.






